Não é mera coincidência

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Lapela de Jango

Deposto pelo golpe de 1964, o presidente João Goulart ganhou a imagem de homem íntegro que foi impedido pelo militares de fazer um governo honesto. Trata-se só mesmo de uma imagem. Em seus dois anos de governo Jango deu uma boa força às FALCATRUAS entre o governo e as empreiteiras.

A informação vem do livro MINHA RAZÃO DE VIVER, de Samuel Wainer. De acordo com o jornalista, então diretor do Última Hora e um dos principais aliados do presidente, o esquema da época era aquele famoso tipo de corrupção que hoje motiva novos escândalos.

“Quando se anunciava alguma obra pública, o que valia não era a concorrência – TODAS AS CONCORRÊNCIAS VINHAM COM CARTAS MARCADAS, funcionava como mera fachada” escreveu Wainer. O que tinha valor era a combinação por trás das cortinas.

“Naturalmente as empresas beneficiadas retribuíam com GENEROSAS DOAÇÕES, sempre clandestinas, à boa vontade do governo”. Havia tanta intimidade entre as empreiteiras e o governo Jango que elas chegaram a financiar pronunciamentos do presidente.

“O famoso comício das reformas ocorrido em 13 de março de 1964, por exemplo, teve suas despesas de publicidade na imprensa pagas por um grupo de empreiteiros”, contou Wainer.
Na imagem botom de lapela da campanha de Jango à presidência em 1960.
Fonte: Samuel Wainer: Minha razão de Viver, 10 edição, Editora Record, 1988 – páginas 237 e 238.

1 COMENTÁRIO

  1. AS MEMÓRIAS DE UM REVOLUCIONÁRIO DA IMPRENSA

    Com ÚLTIMA HORA, Samuel Wainer mudou para sempre a imprensa brasileira. Foi chamado, entre outras coisas, de “judeuzinho do Bom Retiro”, por ninguém menos que Roberto Marinho. Assis Chateaubriand o odiava. Por que será, hem?
    “Minha Razão de Viver”, suas corajosas memórias – sem igual na história do Brasil – estarão de volta ainda este ano pela EDITORA PAPAGAIO. E com uma novidade muito especial…

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