Tergiversando. Só tergiversando…

Esses lugares de igreja… Os arredores… Lugares de paz. Não todos. No Largo de Pinheiros é uma bagunça só. Na Sé, sossego só lá dentro mesmo. Na Santa Efigênia também. O chão da Santa Efigênia e de se ficar olhando por um longo tempo. Quem será que teve a idéia daquele piso? Aliás, nas igrejas de São Paulo, paz, só dentro delas. Em volta, tudo cinza e confuso.

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Noutras cidades, menores, são lugares tranquilos e desarmados. A do centro de Blumenau é assim. Ó lá. Tem duas pessoas conversando baixinho. Estar perto duma igreja norteia os pensamentos, e as falas. Vou chegar perto. Pararam de conversar. Me notaram. Voltaram a conversar.

Esses derredores de igreja são instantes de paz. Pensar por ali é ficar mais leve. É cumprir com uma obrigação espontaneamente. Ali as contradições não causam espanto. É reconhecer, mesmo cansado de saber, que sou humano e cometo erros. Quando estamos falando conosco mesmo e como se falássemos com Ele?

Estar perto da igreja é procurar paz. Na igreja tem silêncio. As pessoas conversam baixinho. A não ser durante os rituais, óbvio. Nesses espaços em volta da igreja, e dentro delas, a gente chega a algumas conclusões. Quando isso não acontece, contraditoriamente, não saímos pesados e piores. Pensando bem, pior não fica.

Gosto das igrejas católicas quando não há rituais. São mais de dois mil anos pregando a paz. Claro, quando não aparecem gaiatos querendo tirar proveito e poder dos bons ensinamentos. Dois mil anos sofrendo ataques externos e de gente de lá de dentro também! É por isso que os anticristos e comunistas (que na verdade são a mesma coisa) querem destruí-la. Enquanto houver igreja católica não lhes haverá espaço para matança.

Palavras de paz e amor são instrumentos de preservação e proteção da humanidade. Sempre quando tem gente na pior, é pra dentro da igreja que vão. Em enchentes, em perseguições ou outros desastres quaisquer.
Quem estraga as igrejas são os homens.

Lugar de paz. Mais de dois mil anos de existência. Mais de dois mil anos sendo atacada. E não emite uma nota sequer pra se defender. Não responde a nada e a ninguém. Ou alguém já ouviu falar que “o assessor de imprensa da igreja católica respondeu em nota oficial que (…)” ?

O assassino Josef Stalin perguntou debochadamente a Pierre Laval, quando aconselhado a tolerar o catolicismo na União Soviética, em 13 de maio de 1935: “mas quantas divisões tem esse papa?” Stalin já foi. A igreja católica está aí, De Stalin só ficaram os registros de sua psicopatia comunista e os mais de vinte milhões de seres humanos assassinados pelo dito regime. Inda tem gente que defende…

Nilton Borges é cidadão, consumidor, pagador de impostos, contribuinte e eleitor.

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