Conta de energia chega a subir até 34,96% em estados

(Brendan Smialowski / AFP)
Os reajustes bombásticos arranham a imagem dos governadores, mas não dos responsáveis reclusos nos corredores de Brasília, capital do poder (Foto de Brendan Smialowski/AFP)

Em 2013 a presidente Dilma Rousseff fez um discurso em cadeia nacional de rádio e televisão anunciado uma redução na conta de energia de 18% para as residências e até 32% para indústrias. Milhões de brasileiros foram beneficiados pela benesse e os louros pela “proeza” foram indiscutivelmente gratificantes ao governo federal.

Agora o cenário é outro: governadores penam para manter suas estatais e fornecedoras de energia em funcionamento. O motivo é a falta de planejamento do governo federal em investir em fontes alternativas de energia e de um fator não tão controlável, mas contornável, a chuva.

A falta de chuva reduz desde de 2013 a geração de energia hidroelétrica em um país onde 80% das fontes são hídricas. Isso fez com que as usinas termoelétricas, como de carvão, fossem ativadas. Como o custo dessa fonte pode ser até 1000% maior, Dilma e sua equipe foram obrigados a emprestar R$ 17,8 bilhões aos estados para manter as empresas fornecendo energia.

Agora quem leva a bola nas costas são os governadores. No Pará o aumento na conta de luz é um dos mais absurdos, de 34,96%. Em Santa Catarina a Celesc reajustou em até 22,47% a tarifa, já que o Estado não é autossuficiente e precisa comprar de outros estados. Segundo informações da companhia, 94% do índice reajustado são por custos não gerenciáveis, ou seja, compra e transporte de energia.

Em 2015 a variação deve ser ainda maior que neste ano. Somente 5,9% dos reajustes devem ser destinados para pagamento do empréstimo do governo. Segundo o jornal O Globo, esse percentual para pagamento de empréstimo seria de 10,5% em 2016 e 6,8% em 2017, quando se encerra a dívida.

O maior prejudicado não é Dilma nem os 27 governadores, mas sim as dezenas de milhões de consumidores que penam por decisões equivocadas tomadas em gabinetes.

Deixe um comentário

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome