50 anos do golpe: meia década sem comunismo

“Se é a vontade do povo brasileiro eu promoverei a Abertura Política no Brasil. Mas chegará um tempo que o povo sentirá saudades da Ditadura Militar. Pois muitos desses que lideram o fim da ditadura não estão visando o bem do povo, mas sim seus próprios interesses.” teria dito o presidente miliar Ernesto Geisel (1974-79).

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Com apoio popular os militares destituíram o imperador Dom Pedro II e proclamaram a Independência em 15 de Novembro de 1889. Em 1930 ascenderam ao poder o presidente que fez a Consolidação das Leis do Trabalho, criou a Petrobras e a Vale do Rio Doce: Getúlio Vargas. Apesar de reprimir algumas liberdades e perseguir opositores, é considerado um maiores presidentes da história.

O dia 1º de abril é também uma data importante: em 1964 foi deposto o presidente que aproximava o Brasil do comunismo, João Goulart. O golpe de estado teve forte apoio do governo americano. O cenário político na época era configurava um mundo bipolar: a influência dos Estados Unidos no ocidente contra o imenso poder da União Soviética no oriente. Essa foi a Guerra Fria que se estendeu de 1945 a 91, já o regime militar perdurou de 64 a 85.

É certo que a ascensão dos militares ao poder se estendeu por muito mais tempo do que deveria devido a instabilidade política interna e externa causada pela Guerra Fria. Porém, nunca tivemos um ditador. Todos presidentes militares foram eleitos por votações indiretas pelo congresso.

Já os governos que aceitaram o apoio do comunismo soviético na época estão agora à beira do colapso. Países como Líbia e o Iêmen tiveram os ditadores derrubados. Na Síria a guerra civil já matou mais de 120 mil pessoas. Mesmo assim, Moscow mantém apoio ao ditador civil Bashar Al-Assad. No do Egito, o país caiu nas mãos dos militares para convocação das eleições, algo louvado pela mídia mundial. Apesar da instabilidade interna, o país já teve a primeira eleição direta da sua história e agora tem um governo civil provisório.

O último presidente militar, João Figueiredo (UOL)
O último presidente militar, João Figueiredo (UOL)
O brasileiro João Havelange, presidente da Fifa entre 1974 e 1998, sugeriu em 1983 que a Copa do Mundo fosse realizada no Brasil. João Figueiredo, presidente entre 1979-85 e o último militar no cargo, questionou: “você conhece uma favela do Rio de Janeiro? Você conhece a seca do nordeste? Você conhece os números da pobreza no Brasil? Com essa realidade, você acha que eu vou gastar dinheiro com estádio de futebol? Não vou”.

De fato o regime militar foi uma época instável na história brasileira. A mídia sofreu repressão, grupos comunistas eram perseguidos e opositores políticos eram extraditados. Mas transião poder foi, assim como o golpe, pacífica e pautada pelo povo. Hoje temos estatais no topo do mercado mundial e a planta energética mais limpa do mundo, movida ao etanol e pelo grandioso projeto de Itaipu, todas ralizações dos militares.

Já o governo democrático uma grande insatisfação popular. Com 32 partidos oficiais, a política foi futilizada por meandros democráticos. Cerca de 77% da população desaprovar a saúde e 74% a falta de segurança. Outra situação são os inúmeros casos de corrupção que fazem a frase do o presidente Geisel voltar a tona como uma profecia: “muitos desses que lideram o fim da ditadura não estão visando o bem do povo mas, sim seus próprios interesses”.

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