Eleições na Alemanha

Estima-se que nesta eleição de domingo (24), 61,5 milhões de pessoas devam votar na Alemanha, sendo três milhões pela primeira vez. Mais de um terço dos eleitores, 22 milhões, tem mais de 60 anos.


BERLIM LESTE – Angela Merkel(CDU) e seu adversário Martin Schulz(SPD) na esquina mais movimentada no bairro de Prenzlauer Berg, parte leste de Berlim.

Parece claro que Angela Merkel (CDU) voltará a ser chanceler, pela quarta vez. Isso significa que as interrogações que os eleitores terão na votação de 24 de setembro são secundárias.

MERKEL EM CAMPANHA – “Alemanha, um país no qual se vive bem e com gosto”.
SCHULZ EM CAMPANHA: “O futuro precisa de novas idéias. E de alguém que as implemente”.

A derrota de Martin Schulz(SPD) significará que sua postura, uma alternativa mais branda a de Merkel, enfrentou a rejeição implícita dos eleitores. E a chanceler, que tem que responder ante eles, costuma guiar-se pelo que lhe indicam. Ou seja, Merkel assumirá que foi reeleita com a missão de continuar fazendo o que tem feito nos últimos sete anos, desde o começo da crise. A Europa deve partir da idéia de que a Alemanha não irá mudar sua postura.

DESCONTENTES – Um reflexo da imensa rejeição de Merkel, especialmente na parte leste do país: “Merkel tem que sair”.

Hoje, Merkel e Schulz, os cabeças dos dois partidos, já foram uma coligação no atual governo liderado por Merkel e o SPD como parceiro júnior. Em recente e único ‘Duelo” na TV os dois candidatos mostravam harmonia que mais lembrava um “Dueto”. Elogios recíprocos, tom pasteurizado estipulado não pelos âncoras da TV, mas pelos respectivos conselheiros e coordenadores de campanha.

HELMUT KOHL X WILLY BRANDT – A rixa política e a dicotomia programática entre a União Democrática Cristã (CDU, na sigla em alemão) e os social-democratas (SPD) eram intransponíveis. Memoráveis eram as brigas homéricas entre os ex-chanceleres Helmut Kohl(CDU) e Willy Brandt(SPD).

Os jovens alemães entre 18 e 21 anos que vão votar nestas eleições pela primeira vez são conhecidos como a “geração Merkel”, porque quando a chanceler foi eleita a primeira vez, estavam ainda na escola primária. Indecisos na escolha de um candidato, acreditam que tudo está bem, já que durante a campanha os temas nos debates interessam aos mais velhos, como as reformas na economia, por exemplo.

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