Desculpe não ser o polêmicão, mas preciso falar sobre meus amigos

Aqueles que se achavam donos das cidades, criaram involuntariamente sombras através altos prédios protegendo os pobres mortais que caminhavam nos dias quentes na cidade que se auto intitulava “do trabalho”. Eu, com mal humor que o ócio me permitia desfrutar, me obrigava a escrever sobre algo bombástico, assunto polêmicão que me daria curtidas, comentários e compartilhamentos. Parei. Na covardia que somava a falta de humor comecei a escrever a extensão do artigo de dezembro passado, quase uma continuação que não me daria curtidas, mas melhoraria o meu humor e não me faria tirar o prazer de escrever.

Vez passada eu escrevi o quanto nós somos o resultado do amor que nós recebemos, a intenção era passar uma mensagem de fim de ano feliz e amorosa divagando um pouco sobre o que somos e dos amores que recebemos.


Dessa vez, eu vou ficar um pouco monotemático e especificar os amores sobre os amigos.

Talvez este artigo somando com os escritos do mês passado, formam um texto só, formando um ato indivisível de declarações de amor sinceras e sobretudo rasgadas em um clichê digno de alguém que preferiu não optar pelo assunto polêmicão.

O roteiro foi o seguinte: Eram 5h30 da tarde eu estava no meu trabalho terminando umas notificações a serem enviadas pelo correio, no meio da planilha de tarefas, que teimava em piscar em minha área de trabalho. Meu celular vibrou, eu tirei de minha calça já suada e discretamente abri o WhatsApp. Era uma amiga, convidando para irmos tomarmos um café.

Apesar de minhas dietas sem sucesso estarem em pleno vapor eu aceitei o convite para comemos uma batata recheada.

Nós nos encontramos nos abraçamos e depois de alguns segundos, ou meio segundo, ela já me deu uma bronca e me confrontou de uma piada de mau gosto que eu fiz um grupo de amigos, eu engoli a bronca, aceitei e como se nada tivesse acontecido, fui quebrar a dieta já quebrada.

Outro dia caminhava desanimado, quando de longe vi uma amiga querida em que de
Longe fez o trabalho de me animar me chamando de um apelido carinhoso mas igualmente impublicável aqui.

A questão é que sem os amigos eu nada seria. Sem as broncas, as risadas, mesmo estando em lugares diferentes, vidas diferentes, o afeto nos une.

Assim somos: Unidos e jamais vencidos.

A vida é dura demais, mas esses seres consolam nossa existência e adoçam o dia a dia.

Não nos achamos super homens capazes de suportar este hospício sozinhos. Ainda não possuímos está capacidade. Precisamos de suas figuras para estarem conosco.

Com eles aprendemos, criamos, rimos e até nas brigas, convergimos.

Igual a um relacionamento, igual um passo de dança, precisa de paciência e de silêncio.

Os Sucessos profissionais, com eles, são comemorados juntos e se caímos, caímos juntos.

Com certeza, sem eles, cada segunda feira, seria uma segunda feira mais mal humorada.

Esperança

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