Literatura blumenauense: a atual geração

Niralci da Silveira Junior

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Eles têm entre 30 e 40 anos, um vínculo forte com Blumenau e não são autores iniciantes – nem em processo de aposentadoria. Nem novos, nem velhos. Eles são a atual geração da literatura blumenauense, representada principalmente por Viegas Fernandes da Costa, Marcelo Labes, Rodrigo Oliveira e Iran Silveira. Os três primeiros nasceram aqui, e o joinvillense Iran reside na cidade há vinte anos.

Se há um traço que une estes autores é a opção por textos em prosa, seja uma prosa mais carregada de poesia (caso de Viegas, Marcelo e Rodrigo) ou mais próxima da crônica (caso de Iran e também de Viegas).

Contemporâneo

A doutora em Literatura pela UFSC, Regiane Régis, considera os quatro autores como legítimos representantes da contemporaneidade local. Para Regiane, “a criação do novo se dá com colisão, ou seja, o anacronismo de um agora com outrora. Dessa forma, o objeto histórico se renova”, o que caracteriza o contemporâneo.

Meios de publicação

Atualmente há diversos meios de publicar um livro na região: público (edital municipal de cultura), a Editora da FURB, as editoras virtuais (como a Clube de Autores) e as editoras independentes, como é o caso da Liquidificador (dos blumenauenses Charles Steuck e Aline Assumpção, radicados em Florianópolis); Quiosque Editora (do paulista Gera Rocha, radicado em Palhoça); e da Antítese (do coletivo blumenauense de mesmo nome, tendo como editor Lucian Januário).

Lançamentos recentes

 Em 2015, vieram à tona três livros importantes para a cena literária local: Porque sim não é resposta, o segundo de Marcelo Labes (Antítese), lançado em maio; Sob a sombra da tabacaria, o quarto livro de Viegas (Liquidificador), lançado em novembro; e em setembro viu a luz do dia A choresta negra, do estreante Iran Silveira (Clube de Autores). Lembrando que Rodrigo Oliveira tem um volume de contos lançado em 2011, Selenita (edição própria).

O que eles dizem

É comum os autores trocarem críticas informais, nas redes sociais ou fora delas. Labes, por exemplo, acha que em Choresta negra “se vai regulando um microscópio aos poucos, e o que se vê depois é aquilo, a vida – com amor, morte e temor.” Já Iran escreveu que Porque sim não é resposta “é um livro instigante e perturbador, onde o sim não é uma resposta aceitável”, e que no final do livro Sob a sombra da tabacaria “Viegas nos apresenta um fascinante personagem, parecido com o ‘Nowhere man’ dos Beatles”. E para Viegas, “Rodrigo Oliveira surpreende pelo universo temático e o requintado uso da palavra”.

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